A história das câmeras Nikon começa em 1948 com a Nikon I e passa por algumas das transformações mais importantes da fotografia no século XX e no início do século XXI: câmeras rangefinder, SLR, autofoco, fotografia digital, DSLR e, finalmente, o sistema mirrorless Nikon Z.
Mais do que uma sequência de modelos, a linha do tempo das câmeras Nikon revela como a empresa mudou sua tecnologia conforme a própria fotografia se transformava.
A Nikon F de 1959 ajudou a consolidar a Nikon no mercado profissional. A F3 levou a eletrônica e a fotometria TTL para o centro da operação. A F4 tornou o autofoco parte definitiva da linha profissional. A D1 marcou a entrada decisiva da Nikon na fotografia digital profissional. E, décadas depois, a Z7 e a Z6 inauguraram a era mirrorless full frame da montagem Z.
A história chega aos anos mais recentes com a Z9, Z8, Zf, Z6III, Z50II, Z5II e ZR. Em 2026, porém, há uma particularidade importante: a Nikon não acrescentou um novo corpo de câmera à cronologia até o momento; o ano foi marcado pela expansão do sistema Z principalmente por meio de novas objetivas.
Esta é a linha do tempo da Nikon — de 1948 a 2026.
O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR NESTE ARTIGO:
- 1948 — Nikon I: o começo da história
- 1951 — Nikon S
- 1954 — Nikon S2
- 1957 — Nikon SP
- 1958 — Nikon S3
- 1959 — Nikon F: uma mudança de era
- 1965 — Nikkormat FT
- 1971 — Nikon F2
- 1977 — Nikon F2 Photomic AS
- 1980 — Nikon F3
- 1983 — Nikon F3AF
- 1988 — Nikon F4
- 1996 — Nikon F5
- 1997 — COOLPIX 100
- 1999 — Nikon D1: a entrada decisiva no digital
- 2002 — Nikon D100
- 2003 — Nikon D2H
- 2004 — Nikon D2X
- 2005 — Nikon D200
- 2007 — Nikon D3
- 2007 — Nikon D300
- 2008 — Nikon D700
- 2008 — Nikon D90
- 2011 — Nikon 1 J1 e V1
- 2012 — Nikon D4
- 2012 — Nikon D800
- 2013 — Nikon Df
- 2014 — Nikon D810
- 2016 — Nikon D5
- 2016 — Nikon D500
- 2017 — Nikon D850
- 2018 — Nikon Z7
- 2018 — Nikon Z6
- 2019 — Nikon Z50
- 2020 — Nikon Z5
- 2020 — Nikon Z6II e Z7II
- 2021 — Nikon Z fc
- 2021 — Nikon Z9
- 2023 — Nikon Z8
- 2023 — Nikon Zf
- 2024 — Nikon Z6III
- 2024 — Nikon Z50II
- 2025 — Nikon Z5II
- 2025 — Nikon ZR
- 2026 — a Nikon não apresenta um novo corpo, mas amplia o sistema Z
- Os grandes pontos de virada da história Nikon
- Da rangefinder à mirrorless: o que realmente mudou?
- Nikon F, Nikon D e Nikon Z: três grandes eras
- Nikon Z não significa apenas mirrorless
- O que aconteceu com as DSLR Nikon?
- A importância das lentes na nova era Nikon
- 2026: por que não devemos inventar uma Nikon que não foi lançada?
- A evolução da Nikon em uma frase
- FAQ — Perguntas frequentes sobre a história das câmeras Nikon
- Conclusão

1948 — Nikon I: o começo da história
A Nikon I, apresentada em 1948, é o ponto de partida da história comercial das câmeras Nikon.
Era uma câmera rangefinder, sistema no qual o enquadramento e a focalização eram realizados por meio de um visor e de um mecanismo de coincidência de imagens.
A Nikon I pertence a uma época em que a fotografia ainda estava muito distante das câmeras digitais, do autofoco e dos sensores CMOS. O registro era feito em filme e a operação dependia fundamentalmente da habilidade do fotógrafo.
Na cronologia da Nikon, sua importância é maior do que suas especificações: ela representa a entrada da empresa no mercado de câmeras.

1951 — Nikon S
A Nikon S pertence à primeira geração das câmeras rangefinder da marca.
A série S representa a consolidação da Nikon nesse segmento e prepara o caminho para modelos mais sofisticados que surgiriam durante a década de 1950.
A fotografia profissional ainda era fortemente baseada em câmeras rangefinder, e a Nikon utilizou esse período para desenvolver experiência em precisão mecânica, óptica e sistemas de lentes intercambiáveis.

1954 — Nikon S2
A Nikon S2 foi uma das principais rangefinders Nikon antes da chegada da SP.
Ela pertence a uma fase de amadurecimento do sistema S e ajuda a entender por que a Nikon conseguiu fazer a transição para uma câmera profissional SLR poucos anos depois.

1957 — Nikon SP
A Nikon SP, lançada em 1957, representa o ponto alto da fase rangefinder da Nikon.
Sua importância histórica está justamente na posição que ocupa entre duas eras: de um lado, o desenvolvimento das câmeras rangefinder; de outro, a preparação tecnológica para a Nikon F.
A SP pode ser entendida como um dos grandes marcos que antecederam a transformação da Nikon em uma das principais fabricantes de sistemas SLR profissionais.

1958 — Nikon S3
A Nikon S3 pertence à última grande geração de rangefinders imediatamente anterior à Nikon F.
Ela encerra simbolicamente uma etapa importante da história da Nikon: a empresa estava prestes a abandonar a posição de fabricante de destaque em rangefinders para apostar em um sistema SLR profissional que teria uma influência muito maior sobre sua trajetória futura.

1959 — Nikon F: uma mudança de era
A Nikon F, lançada em 1959, é provavelmente o maior ponto de virada da primeira fase da história da Nikon.
Ela foi a primeira SLR profissional da empresa e inaugurou a histórica linha F.
A mudança para SLR era estratégica. Em vez de utilizar uma rangefinder, o fotógrafo passou a visualizar a cena através do próprio sistema óptico da lente por meio do visor reflex.
Mais importante ainda, a Nikon F não era apenas uma câmera: era um sistema.
Corpo, lentes, prismas, motores, backs e outros acessórios podiam formar uma plataforma profissional modular.
Essa filosofia ajudaria a Nikon a permanecer relevante durante décadas.
Por que a Nikon F é tão importante?
Porque ela estabeleceu três características que se tornariam fundamentais para a Nikon:
- sistema profissional;
- lentes intercambiáveis;
- possibilidade de evolução sem abandonar imediatamente a plataforma.
A linha F se tornaria uma das famílias mais importantes da história da fotografia.

1965 — Nikkormat FT
A Nikkormat FT, lançada em 1965, ampliou o sistema baseado na montagem F para um público mais amplo.
A estratégia era importante: a tecnologia desenvolvida para o mercado profissional podia chegar a fotógrafos que não necessariamente precisavam de uma câmera profissional da série F.
Isso ajudou a ampliar o ecossistema de lentes e acessórios associado à Nikon.
1971 — Nikon F2
A Nikon F2 chegou em 1971 como a nova geração profissional mecânica da série F.
Ela representa a continuidade de uma filosofia que havia funcionado muito bem: construir uma plataforma profissional robusta e evoluí-la sem romper completamente com a geração anterior.
A F2 se tornou uma das grandes referências das câmeras mecânicas profissionais de sua época.
1977 — Nikon F2 Photomic AS
A Nikon F2 Photomic AS representa uma evolução importante dentro da geração F2.
O destaque está no sistema de medição e na integração com o AI System, que ampliava a comunicação entre corpo e lente.
Essa evolução mostra uma característica recorrente na história da Nikon: a transformação das câmeras não acontecia apenas pela substituição completa de um modelo por outro. Muitas vezes, uma geração intermediária introduzia tecnologias que seriam fundamentais para os modelos seguintes.
1980 — Nikon F3
A Nikon F3, lançada em 1980, marca uma mudança importante na linha profissional.
A F3 incorporou obturador eletrônico e fotometria TTL, levando a eletrônica para uma posição cada vez mais importante na operação de uma câmera profissional.
A mudança é significativa porque demonstra que a Nikon não abandonou a tradição profissional mecânica, mas passou a combiná-la com sistemas eletrônicos.
A partir daqui, a evolução da câmera deixa de depender apenas de melhorias mecânicas.
Eletrônica, medição de luz e posteriormente autofoco passam a definir uma parcela cada vez maior da experiência fotográfica.
1983 — Nikon F3AF
A Nikon F3AF é um marco experimental na história do autofoco profissional Nikon.
Ela demonstra que a empresa já estava trabalhando na integração do foco automático à sua plataforma profissional.
O autofoco ainda não havia se tornado o padrão absoluto das câmeras profissionais, mas a F3AF antecipava uma transformação que se consolidaria poucos anos depois.
1988 — Nikon F4
Com a Nikon F4, lançada em 1988, o autofoco entra definitivamente na linha profissional F.
Essa é uma das grandes transições da história da Nikon:
Nikon F → F2 → F3 → F3AF → F4
A sequência mostra a passagem de uma fotografia predominantemente mecânica para uma fotografia cada vez mais dependente de eletrônica, automação, medição e foco automático.
A F4 também é importante porque demonstra que o autofoco não significou simplesmente abandonar a fotografia profissional tradicional. Ele foi incorporado a um sistema que continuava baseado em lentes intercambiáveis, controles manuais e acessórios profissionais.
1996 — Nikon F5
A Nikon F5, lançada em 1996, representa um dos pontos máximos da era das câmeras Nikon de filme.
Ela foi uma flagship profissional de autofoco e ocupa uma posição histórica particularmente interessante: chegou pouco antes da transformação definitiva da fotografia profissional provocada pelo digital.
A F5 pode ser vista como uma das expressões mais maduras da filosofia SLR profissional baseada em filme antes da mudança de paradigma.
1997 — COOLPIX 100
Em 1997, a Nikon entrou com mais força no universo das câmeras digitais compactas.
A COOLPIX 100 aparece na cronologia como uma das primeiras compactas digitais da empresa.
Esse momento é importante porque a Nikon passa a desenvolver duas trajetórias paralelas:
filme profissional → F5
e
digital compacto → COOLPIX
Pouco depois, essas duas histórias começariam a convergir.
1999 — Nikon D1: a entrada decisiva no digital
A Nikon D1, apresentada em 1999, é outro dos grandes pontos de virada da história da Nikon.
Ela representa a entrada decisiva da empresa na fotografia digital profissional com uma DSLR própria.
A importância da D1 não está apenas no fato de ser digital. Ela mostrou que a fotografia profissional poderia migrar para um sistema eletrônico mantendo uma lógica de operação familiar aos usuários das SLR Nikon.
A transição era enorme:
filme → sensor
processo químico → processamento digital
negativo/slide → arquivo digital
revelação → fluxo de trabalho digital
A D1, portanto, não deve ser tratada simplesmente como mais uma câmera da série D. Ela marca uma mudança estrutural na fotografia profissional Nikon.
2002 — Nikon D100
A Nikon D100, lançada em 2002, ajudou a ampliar a fotografia DSLR para um público mais amplo.
A lógica do digital começava a deixar de ser exclusivamente profissional.
A câmera ajudou a levar recursos e conceitos da fotografia DSLR para fotógrafos avançados e entusiastas.
2003 — Nikon D2H
A Nikon D2H representa a especialização das DSLR profissionais.
Seu foco estava especialmente ligado à velocidade e à fotografia de ação.
Isso é importante porque a Nikon começou a desenvolver corpos destinados a necessidades profissionais diferentes, em vez de simplesmente produzir uma única câmera profissional universal.
2004 — Nikon D2X
A Nikon D2X seguiu uma direção diferente: alta resolução.
D2H e D2X mostram uma estratégia que se tornaria cada vez mais evidente na fotografia digital:
velocidade versus resolução.
Enquanto determinados fotógrafos precisavam de alta cadência para esportes e fotojornalismo, outros precisavam de mais resolução para publicidade, estúdio e trabalhos que exigiam maior detalhamento.
2005 — Nikon D200
A Nikon D200 levou recursos avançados para uma categoria mais acessível.
Ela representa a expansão da fotografia digital avançada no formato DX e ajuda a consolidar a DSLR como ferramenta não apenas para profissionais, mas também para fotógrafos entusiastas.
2007 — Nikon D3
A Nikon D3 é um dos maiores marcos da era DSLR.
Lançada em 2007, ela representa a consolidação do formato FX, equivalente ao full frame de 35 mm, na fotografia digital profissional Nikon.
Seu grande destaque histórico está no desempenho em alta sensibilidade.
A D3 redefiniu as possibilidades da fotografia Nikon em situações de pouca luz e consolidou uma nova fase das DSLR profissionais.
A partir desse período, a Nikon passa a trabalhar claramente com dois universos digitais:
- DX, associado ao sensor APS-C;
- FX, associado ao sensor full frame.
Essa distinção continuaria existindo posteriormente no sistema Z.
2007 — Nikon D300
No mesmo ano, a Nikon D300 tornou-se uma referência dentro do formato DX avançado.
Enquanto a D3 ocupava o topo da linha FX profissional, a D300 oferecia alto desempenho no formato DX.
Essa combinação ajudou a estruturar a estratégia digital da Nikon em diferentes segmentos.
2008 — Nikon D700
A Nikon D700 aproximou o full frame digital de um público mais amplo.
Ela não ocupava a mesma posição da D3, mas levava o formato FX para um corpo mais acessível dentro da linha Nikon.
Esse movimento foi importante para a popularização do full frame digital entre fotógrafos avançados.
2008 — Nikon D90
A Nikon D90 entrou para a história por outro motivo: a popularização da gravação de vídeo em uma DSLR.
Esse momento é particularmente importante para entender a evolução das câmeras modernas.
A câmera deixa de ser apenas uma máquina fotográfica.
Ela começa a se tornar uma ferramenta híbrida de fotografia + vídeo.
Essa transformação seria decisiva para a futura geração mirrorless.
2011 — Nikon 1 J1 e V1
Em 2011, a Nikon apresentou a família Nikon 1, baseada no formato CX.
Foi a primeira família mirrorless de lentes intercambiáveis da Nikon.
Isso significa que a Nikon experimentou o conceito mirrorless antes de criar o sistema Z.
A Nikon 1, portanto, não deve ser confundida com a série Z, mas precisa aparecer na história porque representa uma etapa importante na transição da empresa das DSLR para as câmeras sem espelho.
2012 — Nikon D4
A Nikon D4 continuou a tradição das grandes DSLR profissionais FX.
Era uma câmera orientada a alta velocidade e sensibilidade, especialmente relevante para fotografia profissional de ação, esportes e jornalismo.
2012 — Nikon D800
A Nikon D800 seguiu uma direção diferente.
Seu grande destaque foi a alta resolução, elevando significativamente o número de pixels disponível em uma DSLR Nikon.
A D800 mostra novamente a especialização das câmeras profissionais:
D4 → velocidade e sensibilidade
D800 → resolução e detalhamento
2013 — Nikon Df
A Nikon Df foi uma câmera particularmente diferente dentro da linha DSLR.
Seu conceito combinava estética inspirada nas câmeras clássicas Nikon com tecnologia digital.
A Df é importante não apenas por suas especificações, mas porque demonstra que a Nikon percebeu o valor cultural de seu próprio patrimônio histórico.
Essa relação entre design clássico e tecnologia contemporânea reapareceria anos depois na Z fc e na Zf.
2014 — Nikon D810
A Nikon D810 refinou a plataforma de alta resolução inaugurada pela D800.
Ela representa uma fase de maturidade das DSLR Nikon, na qual a tecnologia já não estava simplesmente tentando provar que o digital poderia substituir o filme.
O digital já havia vencido a transição.
A questão agora era aperfeiçoar qualidade de imagem, resolução, faixa dinâmica, autofoco, ergonomia e fluxo de trabalho.
2016 — Nikon D5
A Nikon D5 representa uma das últimas grandes flagship DSLR profissionais da Nikon.
Ela pertence ao período em que a DSLR ainda era uma ferramenta profissional de altíssimo nível, mas o mercado já caminhava rapidamente para as câmeras mirrorless.
2016 — Nikon D500
A Nikon D500 tornou-se uma das grandes referências da Nikon no formato DX para ação e vida selvagem.
Sua existência mostra que, mesmo no final da era DSLR, o formato DX continuava sendo relevante para determinadas aplicações profissionais.
2017 — Nikon D850
A Nikon D850, lançada em 2017, pode ser considerada um dos pontos máximos de maturidade da DSLR Nikon.
Ela chegou quando o mercado já discutia intensamente o futuro das mirrorless.
Por isso, sua importância histórica é curiosa: a Nikon alcançou um dos níveis mais altos de desenvolvimento de sua tecnologia DSLR justamente quando começava a preparar uma nova plataforma.
A D850 funciona, portanto, como uma espécie de ápice da era DSLR antes da mudança para o sistema Z.
2018 — Nikon Z7
Em 2018 começa uma nova era.
A Nikon Z7 foi a primeira mirrorless full frame da Nikon com a nova montagem Z.
A mudança não era apenas a retirada do espelho.
A Nikon estava criando uma nova plataforma de câmeras e lentes.
A montagem Z passou a representar a estratégia mirrorless full frame da empresa.
2018 — Nikon Z6
A Nikon Z6 completou a primeira geração da plataforma Z.
Enquanto a Z7 privilegiava maior resolução, a Z6 buscava um equilíbrio entre resolução, velocidade e vídeo.
A estratégia lembra, em certa medida, a divisão histórica entre modelos como D4 e D800, mas agora dentro de uma arquitetura mirrorless.
A partir daqui, a história Nikon passa a ser cada vez mais associada à palavra Z.
2019 — Nikon Z50
Em 2019, a montagem Z chega ao formato DX com a Nikon Z50.
Isso é importante porque demonstra que a Nikon não pretendia restringir a montagem Z às câmeras full frame.
O sistema começa a se transformar em uma plataforma que poderia atender diferentes categorias de fotógrafos.
2020 — Nikon Z5
A Nikon Z5 levou a plataforma full frame Z para uma faixa mais acessível.
A estratégia era ampliar a entrada no sistema FX mirrorless sem abandonar a nova montagem.
Essa lógica se tornaria fundamental para a expansão posterior da família Z.
2020 — Nikon Z6II e Z7II
A segunda geração das Z6 e Z7 chegou em 2020.
As Z6II e Z7II representam o amadurecimento da primeira geração mirrorless full frame Nikon.
Em vez de criar uma nova montagem, a Nikon fortaleceu a plataforma existente.
Essa estratégia é importante porque mostra a diferença entre uma mudança de geração e uma mudança de sistema.
A transição F → Z foi uma mudança de sistema.
Z6 → Z6II foi uma evolução dentro do mesmo sistema.
2021 — Nikon Z fc
A Nikon Z fc recuperou elementos visuais da tradição Nikon e os combinou com uma plataforma mirrorless DX.
Ela dá continuidade à ideia experimentada anteriormente pela Df: utilizar o patrimônio visual das câmeras clássicas como parte da experiência de uma câmera moderna.
2021 — Nikon Z9
A Nikon Z9 é um dos maiores marcos da história recente da Nikon.
Ela representa a entrada definitiva da Nikon no topo do mercado profissional mirrorless.
A Z9 reúne alta resolução, sensor empilhado, processamento EXPEED 7, autofoco avançado e recursos de vídeo de alto nível. A própria Nikon a apresenta como a flagship da série Z.
A Z9 também é historicamente importante por abandonar o obturador mecânico e depender de um sistema eletrônico de leitura extremamente rápida do sensor.
Em outras palavras:
Nikon F → F2 → F3 → F4 → F5
foi a grande linhagem profissional da era do filme.
D1 → D2 → D3 → D4 → D5
foi a grande linhagem profissional DSLR.
Z9
representa a consolidação da nova geração profissional mirrorless.
2023 — Nikon Z8
A Nikon Z8 levou grande parte da filosofia de alto desempenho da Z9 para um corpo menor.
Com 45,7 megapixels e EXPEED 7, a Z8 passou a ocupar uma posição central na família profissional mirrorless. A Nikon também destaca recursos avançados de vídeo e gravação RAW interna.
Historicamente, ela representa uma estratégia diferente da Z9:
Z9 → máxima integração e corpo flagship
Z8 → alto desempenho em um corpo menor
2023 — Nikon Zf
A Nikon Zf retomou a linguagem visual das câmeras clássicas.
Seu design é inspirado na Nikon FM2, mas internamente a câmera pertence à geração moderna do sistema Z, utilizando EXPEED 7 e recursos contemporâneos.
A Zf mostra que a Nikon percebeu uma tendência importante:
a história da marca não é apenas um arquivo do passado; ela também pode ser utilizada como elemento de design e identidade no presente.
2024 — Nikon Z6III
A Nikon Z6III representa uma evolução tecnológica particularmente importante.
A Nikon destaca o uso de um sensor CMOS parcialmente empilhado, uma arquitetura que busca combinar vantagens de velocidade de leitura com o desempenho de um sensor full frame de 24,5 megapixels.
A Z6III também reforça a tendência de aproximar tecnologias avançadas das câmeras profissionais de topo de outras categorias da linha Z.
É um exemplo de como a inovação da Nikon passou a acontecer não apenas no número de megapixels, mas também na arquitetura do sensor, processamento, autofoco, vídeo e conectividade.
2024 — Nikon Z50II
A Nikon Z50II representa a evolução da linha DX.
Com 20,9 megapixels e EXPEED 7, ela incorpora recursos de processamento e autofoco mais avançados à categoria APS-C/DX. A Nikon também destaca detecção de nove tipos de assuntos e captura pré-disparo de alta velocidade.
A Z50II demonstra que a estratégia Z não está restrita às câmeras profissionais full frame.
O sistema passa a abranger:
- fotógrafos profissionais;
- entusiastas;
- iniciantes avançados;
- criadores de vídeo;
- usuários DX;
- usuários FX;
- fotografia híbrida.
2025 — Nikon Z5II
A Nikon Z5II é um dos principais lançamentos de 2025.
Ela utiliza sensor full frame de 24,5 megapixels e o processador EXPEED 7, levando recursos avançados de autofoco e detecção de assuntos para uma categoria mais acessível. A Nikon destaca detecção de nove tipos de assuntos baseada em tecnologia de deep learning e sensibilidade de foco que chega a -10 EV em condições especificadas.
Historicamente, a Z5II mostra algo importante sobre a evolução da tecnologia Nikon:
recursos que anteriormente diferenciavam as câmeras profissionais começam a chegar a modelos de categorias inferiores.
Isso é uma característica recorrente da indústria fotográfica digital.
A tecnologia nasce no topo da linha e, conforme amadurece, começa a aparecer em modelos mais acessíveis.
2025 — Nikon ZR
A Nikon ZR representa uma mudança ainda mais significativa.
Ela pertence à linha Z CINEMA e amplia a atuação da Nikon para o cinema digital.
A ZR nasceu da sinergia entre Nikon e RED e utiliza recursos voltados especificamente à produção audiovisual. A Nikon destaca gravação interna em R3D NE, vídeo de até 6K/59,94p em RAW de 12 bits e diferentes formatos RAW de alta faixa dinâmica.
Isso faz da ZR um marco diferente das demais câmeras da cronologia.
Ela não representa simplesmente uma nova geração da fotografia Nikon.
Representa a expansão da Nikon para um território em que fotografia, vídeo e cinema digital passam a fazer parte do mesmo ecossistema.
2026 — a Nikon não apresenta um novo corpo, mas amplia o sistema Z
Aqui está uma atualização importante em relação às versões anteriores desta linha do tempo.
Até 7 de setembro de 2026, a Nikon não acrescentou um novo corpo de câmera à cronologia oficial de 2026.
Isso não significa que a Nikon tenha parado de desenvolver seu sistema de imagem.
Pelo contrário.
A página oficial de histórico de produtos da Nikon registra, para 2026, novas objetivas do sistema NIKKOR Z.
NIKKOR Z 24-105mm f/4-7.1
Lançada em 2026, essa objetiva zoom full frame cobre de 24 a 105 mm e pesa aproximadamente 350 g.
Ela foi desenvolvida para oferecer versatilidade em paisagens, viagens, pessoas, fotografias do cotidiano e também aproximações, com ampliação máxima de 0,5x em determinadas distâncias focais.
A lente também passou a ser oferecida como opção de kit para a Z5II no Japão.
NIKKOR Z 70-200mm f/2.8 VR S II
Em fevereiro de 2026, a Nikon lançou a segunda geração da NIKKOR Z 70-200mm f/2.8 VR S.
A nova versão pesa 998 g, aproximadamente 26% menos que a geração anterior, segundo a Nikon, e utiliza um sistema de autofoco com Silky Swift Voice Coil Motors.
A importância desse lançamento está menos na criação de uma nova câmera e mais no refinamento do ecossistema profissional Z.
NIKKOR Z 120-300mm f/2.8 TC VR S
Em maio de 2026, a Nikon anunciou o desenvolvimento da NIKKOR Z 120-300mm f/2.8 TC VR S.
A lente incorpora um teleconversor de 1,4x, permitindo alcançar uma faixa equivalente de 120 a 420 mm. A proposta é atender principalmente aplicações profissionais, como fotografia esportiva.
Portanto, 2026 deve aparecer na linha do tempo — mas de maneira diferente dos anos anteriores.
2025 → novos corpos: Z5II e ZR
2026 → expansão do sistema Z por meio de novas objetivas e desenvolvimento óptico
Essa distinção é importante para não transformar rumores em fatos históricos.
Os grandes pontos de virada da história Nikon
A cronologia completa pode ser resumida em alguns momentos fundamentais:
| Ano | Modelo | Por que é importante? |
|---|---|---|
| 1948 | Nikon I | Entrada da Nikon no mercado de câmeras |
| 1957 | Nikon SP | Apogeu da fase rangefinder |
| 1959 | Nikon F | Início da grande era SLR profissional |
| 1971 | Nikon F2 | Evolução da plataforma profissional mecânica |
| 1980 | Nikon F3 | Eletrônica e fotometria TTL |
| 1983 | Nikon F3AF | Experimentação do autofoco profissional |
| 1988 | Nikon F4 | Autofoco entra definitivamente na linha F |
| 1996 | Nikon F5 | Maturidade da SLR profissional de filme |
| 1999 | Nikon D1 | Entrada decisiva no digital profissional |
| 2007 | Nikon D3 | Consolidação do FX profissional |
| 2008 | Nikon D90 | Popularização do vídeo em DSLR |
| 2011 | Nikon 1 | Primeira família mirrorless de lentes intercambiáveis |
| 2017 | Nikon D850 | Um dos ápices da DSLR Nikon |
| 2018 | Z7/Z6 | Início da era mirrorless full frame Z |
| 2021 | Z9 | Consolidação da flagship mirrorless |
| 2023 | Z8 | Alto desempenho em corpo menor |
| 2024 | Z6III | Nova arquitetura de sensor parcialmente empilhado |
| 2025 | Z5II | Recursos avançados chegando à faixa intermediária |
| 2025 | ZR | Entrada da Nikon no cinema digital Z CINEMA |
| 2026 | Sistema Z | Expansão principalmente por novas objetivas |
Da rangefinder à mirrorless: o que realmente mudou?
A história das câmeras Nikon pode ser entendida como uma sequência de mudanças de arquitetura.
Rangefinder
A primeira Nikon utilizava um sistema baseado em telêmetro. O fotógrafo enquadrava a cena por meio do visor e realizava a focalização pelo mecanismo de coincidência.
SLR
Com a Nikon F, o espelho reflex e o visor através da lente passaram a formar a base do sistema profissional.
SLR eletrônica
Com a F3, a eletrônica passou a assumir funções cada vez mais importantes.
SLR com autofoco
A F3AF experimentou a tecnologia, enquanto a F4 consolidou o autofoco na linha profissional.
DSLR
A D1 substituiu o filme por um sensor digital mantendo a lógica geral de uma SLR.
Mirrorless
A série Z retirou o espelho e passou a utilizar o visor eletrônico e a leitura do sensor como elementos centrais da experiência.
Cinema digital
Com a ZR, a Nikon amplia a plataforma para produção audiovisual profissional.
A evolução, portanto, não é apenas:
filme → digital
É:
rangefinder → SLR → eletrônica → autofoco → DSLR → mirrorless → cinema digital
Nikon F, Nikon D e Nikon Z: três grandes eras
Uma maneira simples de compreender a história recente da Nikon é observar suas três grandes plataformas.
| Plataforma | Era principal | Característica |
|---|---|---|
| Nikon F | Filme | SLR profissional e sistema de lentes |
| Nikon D | Digital DSLR | Sensor digital + montagem F |
| Nikon Z | Mirrorless | Nova montagem, sensores modernos e forte integração foto/vídeo |
A mudança da F para a D foi principalmente uma mudança do meio de captura: do filme para o sensor.
Já a mudança da D para a Z foi mais profunda.
Ela envolveu uma nova arquitetura de câmera e uma nova montagem de lentes.
Por isso, a transição para a série Z é um dos maiores acontecimentos da história moderna da Nikon.
Nikon Z não significa apenas mirrorless
É tentador tratar todas as câmeras Z como equivalentes, mas a família é muito mais ampla.
Dentro dela existem diferentes segmentos:
- Z9 — flagship profissional;
- Z8 — alto desempenho em corpo menor;
- Z6III — híbrida de alta velocidade e forte desempenho em vídeo;
- Z5II — full frame de entrada/intermediária;
- Zf — full frame com design clássico;
- Z50II — DX avançada;
- Z50 — DX;
- Z30 — criação de conteúdo;
- ZR — cinema digital.
A própria Nikon atualmente apresenta sua linha mirrorless Z em formatos FX e APS-C/DX, mostrando que a montagem Z se tornou uma plataforma ampla e não apenas uma família de câmeras profissionais.
O que aconteceu com as DSLR Nikon?
A chegada da série Z não tornou imediatamente as DSLR irrelevantes.
Modelos como D850, D500 e D6 continuam sendo importantes para compreender a evolução tecnológica da Nikon.
Mas a direção estratégica da empresa mudou.
A Nikon passou de uma arquitetura baseada em:
espelho + visor óptico + DSLR
para:
sensor + processamento + visor eletrônico + mirrorless
Essa mudança também alterou o papel das lentes.
A montagem Z foi projetada para uma nova geração de objetivas NIKKOR Z, e a Nikon passou a expandir rapidamente esse ecossistema.
A importância das lentes na nova era Nikon
Uma linha do tempo de câmeras não deve ignorar as lentes.
Na era DSLR, a montagem F permitiu que fotógrafos mantivessem e reutilizassem um enorme conjunto de objetivas durante diferentes gerações de corpos.
Na era Z, a montagem Z passou a cumprir esse papel.
A expansão das objetivas em 2026 é justamente uma evidência de que a evolução de um sistema fotográfico não acontece apenas através de novos corpos.
Uma nova objetiva pode alterar significativamente:
- distância focal disponível;
- abertura máxima;
- velocidade de autofoco;
- estabilização;
- peso;
- capacidade de gravação de vídeo;
- possibilidades profissionais.
É por isso que 2026 pertence à linha do tempo, mesmo sem um novo corpo de câmera.
2026: por que não devemos inventar uma Nikon que não foi lançada?
Uma linha do tempo histórica precisa separar três coisas:
Fato: produto oficialmente anunciado ou lançado pela Nikon.
Desenvolvimento: produto oficialmente anunciado como estando em desenvolvimento.
Rumor: informação não confirmada oficialmente.
Para um artigo histórico, somente os dois primeiros devem entrar na cronologia principal.
Por isso, modelos que eventualmente apareçam em rumores durante 2026 não devem ser colocados como se já fossem parte da história da Nikon.
A situação oficial de 2026 é mais interessante justamente por ser diferente:
não houve necessidade de um novo corpo para que o sistema Nikon continuasse evoluindo.
A Nikon ampliou as possibilidades da montagem Z por meio de lentes, tecnologias de autofoco, processamento, vídeo e integração com o ecossistema Z CINEMA.
A evolução da Nikon em uma frase
Se fosse necessário resumir mais de sete décadas de história em uma única sequência, poderíamos escrever:
Nikon I → Nikon F → F2 → F3 → F4 → F5 → D1 → D3 → D850 → Z7/Z6 → Z9 → Z8 → Z6III → Z5II/ZR → expansão do sistema Z em 2026.
Essa sequência mostra que a Nikon não simplesmente substituiu uma câmera por outra.
Ela substituiu, ao longo do tempo, arquiteturas inteiras de fotografia.
FAQ — Perguntas frequentes sobre a história das câmeras Nikon
Qual foi a primeira câmera Nikon?
A Nikon I, lançada em 1948, é considerada o ponto de partida da história comercial das câmeras Nikon. Ela era uma câmera rangefinder.
Qual foi a primeira SLR profissional da Nikon?
A Nikon F, lançada em 1959, foi a primeira SLR profissional da Nikon e inaugurou a histórica linha F.
Qual Nikon introduziu o autofoco na linha profissional?
A F3AF, de 1983, foi um marco experimental do autofoco profissional. A F4, lançada em 1988, consolidou o autofoco na linha profissional F.
Qual foi a primeira DSLR profissional digital da Nikon?
A Nikon D1, lançada em 1999, marcou a entrada decisiva da Nikon na fotografia digital profissional.
Qual foi a primeira mirrorless da Nikon?
A família Nikon 1, lançada em 2011, foi a primeira família mirrorless Nikon de lentes intercambiáveis.
Qual foi a primeira mirrorless full frame da Nikon?
A Nikon Z7, lançada em 2018, foi a primeira mirrorless FX da Nikon com a nova montagem Z. A Z6 foi apresentada junto como parte da primeira geração do sistema.
Qual é a importância da Nikon Z9?
A Z9 é a flagship mirrorless profissional da Nikon e representa um dos principais marcos da transição estratégica da empresa para o sistema Z. A Nikon destaca sua combinação de sensor empilhado, EXPEED 7, autofoco avançado e recursos profissionais de foto e vídeo.
A Nikon lançou uma nova câmera em 2026?
Até 7 de setembro de 2026, a cronologia oficial de produtos da Nikon registra novas objetivas NIKKOR Z em 2026, mas não apresenta um novo corpo de câmera fotográfica lançado naquele ano.
Então 2026 não faz parte da linha do tempo das câmeras Nikon?
Faz, mas de maneira diferente. O ano de 2026 representa uma etapa de expansão do sistema Z, especialmente por meio das objetivas NIKKOR Z 24-105mm f/4-7.1 e 70-200mm f/2.8 VR S II, além do desenvolvimento da 120-300mm f/2.8 TC VR S.
Qual foi a última câmera Nikon apresentada antes de 2026?
Entre os marcos mais recentes estão a Z5II e a ZR, apresentadas em 2025. A Z5II pertence à linha mirrorless FX, enquanto a ZR inaugura uma frente voltada ao cinema digital dentro da família Z CINEMA.
Conclusão
A história das câmeras Nikon é, na realidade, a história de várias transformações da fotografia.
A Nikon I representa o início.
A Nikon SP representa o amadurecimento das rangefinders.
A Nikon F inaugura uma das grandes eras da fotografia SLR.
A F3 leva a eletrônica para o centro da câmera.
A F4 consolida o autofoco.
A F5 representa a maturidade da fotografia profissional em filme.
A D1 marca a entrada definitiva no digital.
A D3 consolida o FX profissional.
A D850 mostra até onde a DSLR poderia chegar.
E a Z7 e a Z6 inauguram uma nova arquitetura.
Depois delas, a Z9, a Z8, a Zf, a Z6III, a Z50II, a Z5II e a ZR mostram que a Nikon não está simplesmente produzindo novas câmeras: está construindo um ecossistema que combina fotografia, vídeo, processamento, inteligência de autofoco, lentes e cinema digital.
Em 2026, a história ainda está sendo escrita. Mas, até setembro, o capítulo mais recente não é o lançamento de uma nova câmera. É a expansão do sistema Z por meio de novas objetivas e tecnologias.
E talvez essa seja uma das melhores formas de entender a história da Nikon: cada geração não representa apenas uma nova câmera, mas uma nova maneira de fotografar.
